Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 25/11/2011

Vacina para H1N1 é segura para portadores de doenças autoimunes

Segurança da vacina

Portadores de doenças reumáticas autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, apresentam maior risco de infecção do que a população em geral.

Por isso, precisam ser vacinados contra novos vírus, como o H1N1, causador da gripe suína.

Mas não se sabia se as vacinas desenvolvidas para combater esse subtipo do vírus da influenza apresentavam riscos e seriam eficazes para esses pacientes.

Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) comprovou a imunogenicidade e a segurança da vacina contra o H1N1 em pacientes com doenças reumáticas autoimunes e em pessoas submetidas à terapia imunossupressora, como as com câncer ou as que receberam transplante.

Doenças autoimunes

Durante o estudo, foram avaliados e vacinados contra o H1N1 1.668 pacientes diagnosticados com artrite reumatoide, espondiloartrites, lúpus eritematoso sistêmico, dermatomiosite, doença mista do tecido conectivo, vasculites sistêmicas, esclerose sistêmica, síndrome de Sjögren, síndrome antifosfolípide e artrite idiopática juvenil, entre outras.

Também foram recrutadas 234 pessoas saudáveis para receber a vacina, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a indústria farmacêutica Sanofi-Aventis.

Juntamente com os pacientes com doenças reumáticas autoimunes, o grupo de controle foi acompanhado por 21 dias após a vacinação para avaliação dos efeitos colaterais.

Ao comparar a resposta imune à vacina pelos dois grupos, os pesquisadores constataram que, de forma geral, a dos pacientes com doenças reumáticas autoimunes foi equivalente a das pessoas saudáveis.

Reação aos medicamentos

"A resposta imune à vacina contra o H1N1 na população normal ficou em torno de 77%, contra 63% dos pacientes com doenças autoimunes. Com base nisso, agora podemos afirmar, com segurança, que esses pacientes podem ser vacinados contra a gripe, porque respondem bem à vacina", disse Eloisa Silva Dutra de Oliveira Bonfá, professora da USP e coordenadora do estudo.

De acordo com a pesquisadora, a resposta imune à vacina contra o H1N1 foi menor do que a apresentada pelas pessoas saudáveis apenas em pacientes diagnosticados com lúpus, artrite reumatoide e artrite psoriática.

Ao investigar as causas para essa diferença, os pesquisadores descobriram que isso se deve ao efeito dos imunossupressores e corticoides utilizados na medicação desses pacientes.

E que quando esses medicamentos são associados ao uso de cloroquina - um antimalárico muito usado no tratamento de doenças reumáticas autoimunes - a resposta imune à vacina por esses pacientes melhora e tende a se normalizar.

Fonte:http://www.diariodasaude.com.br|25.11.11


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Cidades de SP com piores IDHs ficam sem profissionais do Mais Médicos

Dos 71 municípios paulistas com menor índice, 41 se inscreveram e nenhum foi escolhido; primeira fase do programa federal não encaminhou ninguém para as regiões mais pobres do Estado: o Vale da Ribeira, o Sudoeste Paulista e o Pontal de Paranapanema

Saúde Empresarial, por Redação

Atestado médico e a limitação como suposto meio para pagamento dos 15 primeiros dias

A legislação trabalhista (art. 473 da CLT) estabelece algumas situações em que o empregado poderá faltar ao serviço sem prejuízo da remuneração tais como o falecimento de cônjuge, nascimento de filho, casamento, serviço militar entre outras.

Saúde Empresarial, por Redação

Sírio-Libanês cria centro de pesquisa contra o câncer

Iniciativa conta com apoio financeiro do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer

Deixe seu Comentário:

=