Publicado por Redação em Previdência Corporate - 04/07/2013

Resgate da previdência privada: qual a melhor forma?

Decidir como resgatar o dinheiro da previdência privada é uma das principais dúvidas de quem está perto de receber o benefício.

É preciso definir, sem possibilidade de troca depois que os recursos começarem a ser pagos, se vale mais a pena resgatar de uma só vez ou optar por uma renda vitalícia.

Na primeira hipótese, o investidor saca o valor resultante dos anos de contribuição acrescido da rentabilidade no período, com o desconto de Imposto de Renda.

O imposto varia conforme o tempo do investimento, e o tipo de tributação escolhido e pode “comer” boa parte do bolo acumulado.

Na renda vitalícia, o beneficiário recebe um valor fixo por mês, determinado conforme o plano. Em caso de morte, a renda pode ser transferida para o cônjuge desde que isso esteja previsto em contrato, e pode haver desconto.

“O dinheiro deixa de ser seu e se torna um prêmio pago pela seguradora. É como se você transferisse o risco de viver muito para a seguradora”, diz a planejadora financeira e colunista da Folha Marcia Dessen.

A escolha da forma de receber os recursos vai depender dos projetos do investidor para aquele dinheiro -por exemplo, se vai ser investido em um negócio ou usado como “salário” na fase de aposentadoria- e da habilidade do beneficiário em fazer o dinheiro render, diz o planejador financeiro Valter Police.

“É preciso considerar se o investidor irá conseguir, aplicando o valor resgatado de uma só vez, o mesmo rendimento mensal que teria com a renda vitalícia”, afirma.

Police destaca que, no cenário atual de juros baixos, é difícil obter altos rendimentos na renda fixa com pouco risco. “A poupança nova, por exemplo, está perdendo para a inflação”, acrescenta.

Segundo o especialista, mesmo o investimento em imóveis para alugar, “sonho de garantia de renda” de muitos aposentados, é uma opção de maior risco hoje do que no passado.

“O preço do imóvel para compra está alto, então a margem de ganho do investidor diminui. Além disso, como o aluguel também está alto, é preciso considerar que o imóvel poderá ficar vago por um tempo maior que o idealizado”, acrescenta.

Os planos de previdência privada aberta -PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)- têm pouco mais de dez anos de funcionamento, ressalta Marcia Dessen. Por isso, acrescenta a especialista, ainda são poucos os casos de resgate.

“Ainda não há um histórico de comportamento do investidor”, afirma.

renda temporária

Algumas seguradoras oferecem outra forma de pagamento, que é a renda temporária. O investidor contrata o recebimento de um valor mensal por um número determinado de anos -e não de forma vitalícia.

A vantagem é que, como há uma previsão de término do pagamento, com menos risco para a seguradora, a quantia paga por mês tende a ser maior que a renda vitalícia. “Pode ser vantajoso para quem tem idade avançada ou um problema de saúde”, diz Sandro Bonfim, da seguradora Brasilprev.

Fonte:cqcs


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