Publicado por Redação em Previdência Corporate - 31/01/2013

Previdência fecha 2012 com déficit 9% maior

O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) fechou o ano passado com um déficit de 42,293 bilhões de reais. O valor é resultado da diferença entre 283,717 bilhões de reais em arrecadação e 326,010 bilhões de reais em despesas com benefícios. Os números foram divulgados na tarde desta quarta-feira pelo Ministério da Previdência Social e são corrigidos pelo indicador INPC. O valor é 9% superior ao registrado em 2011 - déficit de 38,8 bilhões de reais.

Os valores tinham sido antecipados pelo Tesouro Nacional na terça-feira, mas foram divulgados em termos nominais. Apenas em dezembro, foi registrado um superávit de 6,572 bilhões de reais, referente à arrecadação no valor de 38,636 bilhões de reais e a pagamentos a beneficiários de 32,063 bilhões de reais.

Segundo informações do secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim, o déficit aumentou na comparação anual devido ao aumento do valor do salário mínino - que corrige a maior parte dos benefícios do INSS. Em 2012, o salário mínimo subiu de 545 reais para 622 reais.

Superávit - No ano, as contas do governo central (Banco Central, Previdência e Tesouro Nacional) registraram superávit primário de 86,086 bilhões de reais, as contas dos governos regionais (estados e municípios) tiveram uma economia de 21,511 bilhões de reais, enquanto as empresas estatais apresentaram déficit de 2,645 bilhões de reais. Com isso, o superávit primário ficou em 105 bilhões de reais - ou 2,38% do Produto Interno Bruto. Para alcançar a meta de 3,1% do PIB estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o governo lançou mão de artifícios contábeis, como o abatimento dos investimentos do PAC, a antecipação de dividendos de estatais e a utilização de recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB). Desta forma, conseguiu cumprir a meta fiscal de 139,8 bilhões de reais de economia para o pagamento dos juros da dívida.

Fonte: Veja


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