Publicado por Redação em Previdência Corporate - 02/02/2015

Previdência aberta pode crescer até 15% em 2015, diz FenaPrevi

A indústria brasileira de fundos abertos de previdência deve fechar 2014 com alta de cerca de 10% na captação de recursos e a expectativa é de desempenho parecido neste ano, segundo Osvaldo Nascimento, presidente da FenaPrevi, que representa o setor. De janeiro a novembro de 2014, as contribuições somaram R$ 72,4 bilhões, alta de 11,1% sobre mesma etapa de 2013. Mantido o ritmo, o crescimento do ano passado terá sido o segundo seguido de expansão menor atividade, após seis anos consecutivos evoluindo entre 15 e 30%.

Segundo o executivo, o desempenho do segmento reflete o ambiente econômico mais adverso, incluindo menor crescimento e mudança nas taxas de juros. "Tem sido um período  desafiador", disse Nascimento em entrevista à Reuters.

Desde abril de 2013, quando o Banco Central começou um ciclo de alta de juros, pressionando a rentabilidade de títulos públicos, principais aplicações dos fundos de previdência, as captações perderam força. Após alta de 31,5% em 2012, o ritmo caiu para 4% no ano seguinte.

Ainda assim, o setor previdenciário tem conseguido um desempenho razoável se comparado mesmo com outros segmentos da indústria financeira. Nesta semana, a Anbima informou que a indústria brasileira de fundos de investimento teve em 2014 resgates líquidos de R$ 1,1 bilhão, o pior resultado do setor em seis anos. "O mercado financeiro é bastante interligado; toda vez que há um cenário adverso ou expectativa de mudanças na gestão da economia, há uma contaminação", disse Nascimento.

Em novembro apenas, os depósitos somaram R$ 5,6 bilhões de reais em novembro, alta de 43,6% ante igual mês de 2013. Os planos individuais tiveram ingresso líquido de R$ 7,4 bilhões, enquanto os empresariais receberam R$ 704,9 milhões. Com isso, a carteira de investimentos do setor fechou o mês com R$ 433,8 bilhões, expansão de 17,9% em 12 meses. Por tipo de produto, a carteira de VGBL subiu 23,5%,  enquanto o PGBL avançou 12,8% e os planos tradicionais ficaram estáveis em R$ 50,8 bilhões.

Para o executivo, 2015 também será um ano difícil, mas os ajustes anunciados pela nova equipe econômica vão gradualmente restaurar a confiança de pessoas e empresas na queda da inflação, o que tende a restaurar o apetite por investimentos de prazos mais longos.

Nesse aspecto, a possível tributação de produtos de prazos menores e alta liquidez, como letras de crédito imobiliário e do agronegócio seria positiva, disse, pois  estimularia uma migração de recursos para o longo prazo. "Abrimos o ano com uma perspectiva melhor. Podemos crescer as captações em até 15 por cento neste ano", acrescentou.

A principal meta da FenaPrevi para este ano é finalmente saia a revisão da resolução 3308, editada em 2005 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Entre outros fatores, o texto trata da análise do perfil de risco de clientes, adequando o investimento individual à volatilidade. A revisão, que já teria aval da Susep, que regula o setor previdenciário, e do Ministério da Fazenda, também daria maior flexibilidade para que os fundos invistam em novas classes de ativos e os limites de alocação dos fundos, o que aproximaria a previdência privada das regras dos fundos de pensão.

Fonte: www.previdenciatotal.com.br


Posts relacionados

Previdência Corporate, por Redação

IR: aprenda a informar valores e bens recebidos por doação

É comum confundir doação com herança ao preencher a declaração de ajuste anual do Imposto de Renda. Para evitar tal erro, quem recebe de um doador valores em dinheiro, imóveis ou carros deve ficar atento sobre como declarar corretamente.

Previdência Corporate, por Redação

Veja as vantagens e como implantar a previdência privada

Estruturar um pacote de benefícios atraente é uma das formas de fazer com que uma empresa consiga contratar e reter profissionais talentosos. Além de pagar um salário compatível com o mercado, e agregar vantagens como vale-alimentação ou assistência médica,

Previdência Corporate, por Redação

Planos de previdência para crianças custam a partir R$ 25 por mês

A vida universitária de Kátia Regina, hoje com 32 anos, foi muito parecida com a de diversos jovens da classe média brasileira. Tanto com os de sua época, no fim dos anos 1990, como com os de agora. Por cursar uma faculdade privada, precisou bancar os próprios estudos.

Deixe seu Comentário:

=