Publicado por Redação em Notícias Gerais - 24/07/2015

Hackers do bem estão em alta no mercado de trabalho brasileiro

Eles descobrem as fraquezas das empresas para melhorar a segurança. Usuários comuns são os mais vulneráveis a ataques virtuais.

Usuários comuns são os mais vulneráveis

O cuidado com as economias e com o dinheiro guardado é uma preocupação de norte a sul do Brasil. E hoje em dia é preciso ter senhas para quase tudo, no computador, na agência bancária. Tem uma profissão em alta: a de especialista em proteger essas chaves eletrônicas.

João Medeiros adora jogos eletrônicos. E levou um golpe recentemente. “O meu primo foi lá, viu a senha e usou ela para fazer o meu pinguim. Daí ele foi lá e gastou todo o meu dinheiro”, conta o menino de 5 anos.

O prejuízo dele foi na brincadeira, nem a amizade com o primo foi abalada. Já com o negócio de Daniel Amaral Pereira da Fonseca o baque foi real. Ele tem uma loja em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que vende suplementos alimentares pela internet. E levou um golpe de R$ 14 mil. “Sumiu. Estava caracterizada outra conta, o dinheiro tinha sido sacado para outra conta”, diz.

E dinheiro, no final das contas, é o objetivo de qualquer roubo, inclusive os digitais. Por isso, uma corretora de São Paulo, que opera na Bolsa de Valores, está sempre em guerra.

Jornal Nacional: Qual é o volume de tentativas por dia, mais ou menos, estamos falando de...?
Ricardo Barros (gerente de Tecnologia da Informação): Trinta mil ataques por dia.
Jornal Nacional: Trinta mil?
Ricardo: Ataques por dia.
Jornal Nacional: Só aqui?
Ricardo: Só aqui nessa corretora.

Para que ninguém perca dinheiro, seis técnicos monitoram e defendem o sistema 24 horas por dia. Só que quase toda defesa pode ser vencida. O Jornal Nacional conversou virtualmente com um hacker. De algum lugar de Campinas, ele não tem vergonha de contar quantas empresas já invadiu. “Acredito que mais de 50”, conta João Lucas Melo Brasio.

Mas calma, que ele é um hacker do bem. “O nosso trabalho, é fazer exatamente o que um criminoso faz, exceto cometer o crime. A gente para aí e conta para a empresa qual era a fragilidade e como alguém poderia explorar essa fragilidade para obter alguma vantagem ilícita”, explica o hacker.

Mas o usuário comum, assim como o repórter e provavelmente você aí em casa, são os mais vulneráveis. “É muito comum acontecer erros básicos de gestão de senha, como por exemplo você ter a mesma senha em dois serviços, você tem em um site uma senha e você usa em outro site”, diz o diretor de tecnologia Marcos Scharra.

O Marcos é o pai do João, que agora não descuida mais da senha. “Eu aprendi que não pode deixar a senha anotada no papel”, afirma João.

Fonte: Portal G1

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/07/hackers-do-bem-estao-em-alta-no-mercado-de-trabalho-brasileiro.html


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