Publicado por Redação em Previdência Corporate - 04/11/2013

Governo desiste de mudanças na Previdência Social

BRASÍLIA - Principal responsável pelo rombo nas contas públicas anunciado quinta-feira, a Previdência Social ficará como está no restante do governo de Dilma Rousseff. Em entrevista ao Estado, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, afirmou que o governo desistiu de enviar ao Congresso medidas como mudanças nas regras de pagamento de pensão e uma alternativa ao fim do fator previdenciário, que poderiam melhorar o resultado das contas previdenciárias. "Não há condições políticas necessárias para se efetivar uma reforma dessa complexidade num ano eleitoral", disse.

A mudança no regime de pensionistas, na avaliação do ministro, pode ter mais apoio da sociedade, mas deverá enfrentar resistência no Congresso. "As pessoas não têm ideia de que financeiramente as pensões representam muito. A viúva, se casa novamente, usufrui; se os filhos se tornam autônomos, têm sua independência, ela usufrui. Eu sei que teria o apoio da opinião pública, mas num ano eleitoral não seria assimilado."

Dados do ministério indicam que em 2012 foram gastos R$ 77,6 bilhões com pensões. "Era necessário uma mudança imediatamente." Sobre outra discussão, o fim do fator previdenciário (cálculo para a aposentadoria que leva em conta idade, tempo de contribuição e expectativa de sobrevida do segurado), nem mesmo o governo tem uma posição clara.

"Não é possível acabar com o fator previdenciário pura e simplesmente. Tem de haver uma concertação e acho complicado para 2014", afirmou o ministro, usando um termo difundido pelos petistas.

Na campanha de 2010, a presidente Dilma Rousseff afirmou, em entrevista à rádio CBN, que era contrária a uma ampla reforma previdenciária. Dilma defendeu, contudo, ajustes que permitam capitalizar o sistema para assegurar as aposentadorias. Garibaldi alega que não faltou coragem para fazer esses ajustes, "o que houve foi falta de oportunidade".

Medidas duras. O ministro argumenta que o governo avançou com medidas duras, como a criação da Fundação da Previdência Complementar do Servidor Público (Funpresp), mas admite que é pouco.

"O Funpresp foi uma grande conquista da Previdência, mas tem de ser encarado para o futuro. O País está envelhecendo e temos de tomar medidas. Não podemos mais ter um déficit como o de 2012, do funcionalismo público, na ordem de R$ 56 bilhões. Falta mais alguma coisa para se fazer, ou muita coisa."

Conforme o ex-ministro da Previdência, senador José Pimentel (PT-CE), "somente em 2047 o Funpresp começa a ter efeito sobre as finanças públicas brasileira". Pelo novo regime, o servidor receberá aposentadoria até o teto do INSS, hoje em R$ 4.159 e, se quiser receber um benefício maior, terá de contribuir para a previdência complementar.

O ministro também comentou sobre o Refis das domésticas, em discussão no Congresso, que facilitaria pagamentos de atrasados do INSS, o que pode contribuir para tirar o empregado doméstico da informalidade. "O governo não desistiu disso. O que está havendo é uma certa demora. Seis meses que está tramitando no Congresso, agora está na Câmara, mas creio que vai sair. Há uma emenda na Câmara de um Refis total. Está com o Congresso."

Fonte: www.estadao.com.br


Posts relacionados

Previdência Corporate, por Redação

Veja como escapar da fila do INSS

Os cerca de 44 milhões de contribuintes e 29 milhões de beneficiários do INSS têm uma rede bastante ágil de informações em canais alternativos de atendimento,

Previdência Corporate, por Redação

Previdência com 40% em Bolsa é interessante?

Dúvida do internauta: Possuo um VGBL há cerca de 3 anos e 40% deste valor é investido em ações. Nunca consegui tirar realmente minhas dúvidas com o consultor e acredito que não saberei se estão me falando a verdade

Previdência Corporate, por Redação

Valor de contribuição incentiva donas de casa a se inscreverem na Previdência

A presidente do Movimento das Donas de Casa de Goiás, Maria das Graças Santos, disse que a redução no valor da contribuição previdenciária, estabelecida pela Lei 12.470 em outubro do ano passado, é um avanço.

Previdência Corporate, por Redação

Aposentados que retornarem ao mercado de trabalho poderão ter mais benefícios

Os aposentados que retornarem ao mercado de trabalho poderão ter mais benefícios, com a aprovação do projeto de lei 2567/11, do senador Rodrigo Rollemberg (PSDB-DF).

Deixe seu Comentário:

=