Publicado por Redação em Notícias Gerais - 07/10/2011

Dólar tem quarta queda seguida e perde 6% na semana

O dólar comercial (usado para exportações e importações) fechou cotado a R$ 1,771, em queda de 0,83%, a menor cotação nas últimas três semanas e a quarta retração seguida. Na semana, a cotação ficou 5,9% mais baixa.

Para turistas e viajantes, o dólar foi vendido por R$ 1,90, estável em relação à cotação anterior, e comprado por R$ 1,710 nas casas de câmbio paulistas.

Ainda operando, a Bovespa tem queda de 2,05%, aos 51.219 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,48 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cai 0,18%.

Para Glauber Romano, analista da Intercam Corretora, apesar da queda de hoje ainda não é possível definir uma tendência para a moeda americana. "O dólar ainda está muito volátil e não há como prever o comportamento dele".

Entre as principais notícias do dia, os investidores ficaram animados com a divulgação do Departamento de Trabalho do Estados Unidos, que informou a criação de 103 mil postos no mês. O número ficou bem acima dos 60 mil projetados pelos economistas. A taxa de desemprego, no entanto, ficou estável em 9,1%.

Além disso, revisões apontam a criação de 99 mil empregos a mais do que o estimado inicialmente para julho e agosto.

Já entre as notícias negativas, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota da dívida da Itália e da Espanha.

A nota da Itália passou de AA- para A+, com perspectiva negativa. É a terceira agência que reduz a nota do país -- a Moody's já tinha feito a alteração nesta semana e a Standard and Poor's em 19 de setembro. Já a da Espanha foi de AA+ para AA-.

JUROS FUTUROS

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje que o IPCA (Índice Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial, subiu 7,31% em 12 meses, maior índice desde 2005 (8,05%).

Mais uma vez, o índice ficou acima do teto da meta do governo --de 6,5% para 2011. Em setembro, a alta foi de 0,53%, ante os 0,37% de agosto.

No mercado futuro de juros da BM&F, as taxas projetadas subiram. Para janeiro de 2012, a taxa prevista avançou de 11,19% ao ano para 11,192%. Para janeiro de 2013, o juro previsto passou de 10,43% para 10,44%. Esses números são preliminares e ainda estão sujeitos a ajustes.

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 07.10.11
 


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