Publicado por Redação em Notícias Gerais - 23/05/2013

Diretor da OMC minimiza correntes déficits na balança comercial

O recém-eleito diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, minimizou nesta quinta-feira os resultados da balança comercial brasileira, que tem registrado saldos negativos ao longo deste ano.

Durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, o embaixador afirmou que mais importante do que realizar superávits comerciais (exportar mais do que importar) é garantir que a indústria brasileira tenha competitividade para disputar o mercado internacional com produtos estrangeiros.
 
"Se há déficit porque há um surto enorme por bens de capital que dão competições de competitividade para a indústria, a situação é até positiva. Se há saldo negativo pequeno, mas temos participação crescente na economia internacional, isso também não é não é problema. Temos que olhar para a competitividade. Temos economia, tempos um setor produtivo que é competitivo? Estamos regredindo em termos de competitividade? Essa é a questão que vai se colocar para o governo brasileiro, não só no setor industrial, mas nos serviços, agronegócios", disse o embaixador.
 
Apenas o mês de março deste ano registrou resultado positivo no valor de R$ 164 milhões, considerado baixo, já que os fluxos mensais costumam chegar aos bilhões. Em janeiro, fevereiro e abril, foram registrados os piores resultados para os meses de toda a história.
 
O embaixador também comentou a situação dos países em desenvolvimento e a nova configuração do comércio mundial. "Os centros de decisões mudaram e são mais heterogêneos. Antes o coração das negociações acontecia entre economias com perspectivas muito parecidas, e o resto do mundo meio que acompanhava, nem sempre contente, muitas vezes a contragosto. Hoje esse núcleo central mudou e isso dificulta. É um desafio que eu vou ter que tentar superar como diretor-geral da OMC", finalizou.
 
Fonte: Terra

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