Publicado por Redação em Notícias Gerais - 08/10/2014

Desenvolve SP quer ser reconhecida como banco que atua com pequenas e médias empresas

A Desenvolve SP já desembolso mais de R$ 1,2 bilhão em operações de crédito entre os anos de 2009 e 2013 e o setor industrial detém mais de 52% desse montante, informou nesta terça-feira (07/09) o superintendente de negócios da agência, Gilberto Fioravante.


Ao participar do seminário

Estratégias para Inovação e Empreendedorismo?, organizado pelo Conselho Superior de Inovação Competitividade (Conic) e Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Fioravante reiterou ainda que a Agência de Desenvolvimento Paulista deseja ser reconhecida como um importante instrumento de financiamento de projetos de pequenas e médias empresas.

Segundo ele, a agência financia projetos de investimentos em aquisição de máquinas e capital de giro para as pequenas e médias empresas paulistas com faturamento de pelo menos R$ 360 mil.

Queremos de fato ser reconhecidos como um banco que atua com as pequenas e médias no estado de São Paulo, confirmou Fioravante.
O superintendente acrescentou que este ano a agência começou a concentrar esforços a operações voltadas para projetos de inovação. ?De fato é um mercado bastante difícil de aprender, mas estamos com todo o nosso potencial e equipe operacional voltado a esse segmento.


Juros x Investimento


O especialista em projetos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Cassio Marx Rabello da Costa, também participou do seminário da Fiesp. Em sua apresentação, Rabello da Costa afirmou que as elevadas taxas de juros têm inibido os investimentos da indústria de participação.

?A indústria de participações depende fundamentalmente da política monetária. Baixar a taxa de juros primária é fundamental para promover o desenvolvimento do mercado acionário, reiterou o especialista.

Outro desafio levantado por Costa é a mudança de cultura das empresas de grande porte com relação a startups. O especialista defendeu que alguns projetos iniciantes precisam ser incorporados por companhias maiores.

?Basicamente o funil de ideias de inovação não é fechado. Ele tem vazamento. E esse funil é justamente como a empresa deve dialogar e fazer trocas de tecnologias e de mercados. As empresas brasileiras precisam entender esse fenômeno, precisam entender até que há empresas startups nascendo no Brasil que precisam ser incorporadas  em seus portfolios?, avaliou.


Inovação da micro e pequena empresa

O diretor técnico do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Ivan Hussni, que também participou da primeira rodada de discussões do seminário da Fiesp, alertou ainda que metade das micro e pequenas empresas paulistas inovam com alguma frequência. ?E a outra metade inova raramente. É que conseguimos trabalhar conhecendo essa realidade do nosso estado.

Na avaliação de Hussni, uma característica fundamental da inovação bem sucedida é a gestão, aspecto que, disse ele, o Sebrae-SP busca trabalhar em seu universo de empreendedores. ?Não temos como inovar se não conseguimos preparar essa plataforma do empreendedor.?

O secretário da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Armando Zeferino Milioni, informou que o Programa Nacional das Plataformas do Conhecimento do MCTI, concebido este ano, ainda se encontra em fase preliminar.

Muita coisa está sendo discutida. Não se trata de uma corrida. É um programa que tem como meta atuar pelos próximos dez anos. As discussões estão todas em gestação. Portanto, não há escolhas definitivas?, concluiu.

Também participaram do debate o coordenador dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids), Hernan Chaimovich

Fonte: ASERC


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