Publicado por Redação em Notícias Gerais - 14/03/2014

Crédito tem papel decisivo na expansão da indústria automotiva

A estabilização da moeda contribuiu para a ampliação da oferta de crédito no Brasil, o que deu base para o crescimento do mercado.
 
Foram cinco planos econômicos entre 1986 e 1994, todos visando conter a inflação. O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), por exemplo, atingiu o acumulado de 2.567% ao ano em 1993.
 
"Hoje, o financiamento é o principal meio de comprar carro no Brasil. No passado, com desarranjo do sistema financeiro, no sistema financeiro, era quase impossível conseguir crédito para a compra de veículos ", diz o presidente da Anef (Associação Nacional da Empresas Financeiras das Montadoras), Décio Carbonari.
 
PRAZOS
 
Levantamento da Anef mostra que, há 20 anos, apenas 28% das aquisições de veículos eram feitas por meio de financiamento. Esse índice é de 55% atualmente.
 
Outro estudo, feito pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), mostra que até abril de 1996 o prazo máximo para financiamento em moeda local era de até seis meses. Agora não há limite, e já houve parcelamentos em até 98 vezes.
 
As variações de prazos e taxas ao longo dos anos criou diversas distorções, como tabelas com diferentes índices para o mesmo financiamento. No jargão das financeiras, essa prática ficou conhecida como fator de retorno.
 
Quanto maiores os juros aplicados nos parcelamentos, mais bonificações recebiam as lojas de veículos.
 
De acordo com a Anef, no início dos anos 1990, o Banco Central expedia cinco ou seis dispositivos legais diários, visando proibir ou regulamentar o que era feito.
 
Foi neste período que surgiram modalidades como consórcio contemplado, factoring para veículos, cédulas de crédito comercial e o leasing de veículos com financiamento atrelado ao dólar, isento de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que terminou com a maxidesvalorização do real (1999) e muitos processos na Justiça.
 
Hoje, com a concorrência e a necessidade sazonal de reduzir estoques, fabricantes e bancos oferecerem até planos "taxa zero". Contudo, essa estratégia é questionada por especialistas.
 
"Taxa zero é apenas um artifício de marketing que fere a lógica econômica", diz Samy Dana, economista da FGV e colunista da Folha. "A questão não é só dar acesso a financiamentos. É necessário melhorar a qualidade do que é oferecido, pois o crédito ainda é caro no Brasil".
 
Segundo Dana, um problema do crédito mais fácil é o fato de alguns consumidores não calcularem o quanto terão desembolsado ao fim do financiamento. Muitas vezes, pagam por dois ou três carros. E já foi pior: há 20 anos, o montante equivalia até ao valor de cinco automóveis.
 
 
Fonte: Folha.com - São Paulo/SP - MERCADO


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