Publicado por Redação em Notícias Gerais - 16/09/2014

Crédito cresce para quem ganha até um mínimo

Os consumidores que recebem até um salário mínimo vêm aumentando sua participação na tomada de crédito no varejo. Em 2011, esses consumidores eram 11,9% do grupo que realizavam empréstimos e, em 2014, representam 22,8% deste total. Os dados são do Indicador de Atividade do Varejo da Serasa Experian.
 
Essa parcela da população é considerada consumidor de alto risco porque apresenta uma probabilidade superior a 20% de não cumprir seus compromissos financeiros nos primeiros quatro meses após a concessão de crédito.

Em termos territoriais, o estudo aponta que 50% dos consumidores da região Norte que procuraram por crédito no varejo são de alto risco, 44% no Nordeste, 38% no Centro Oeste, 37% no Sudeste e 36% no Sul.

O impacto do comportamento deste público aquece a economia por um lado, mas por outro pode aumentar o grau de endividamento da sociedade.
“Um dos impactos é um nível grande de endividamento porque estas pessoas não têm manobra financeira em caso de uma emergência, ou seja, não têm colchão para cobrir um gasto emergencial com problemas como saúde”, explicou o superintendente de Informações sobre Consumidores do Serasa Experian, Vander Nagata.

De acordo com ele, a liberação de dinheiro é boa para a economia, mas requer atenção de uma forma geral. “É preciso prestar mais atenção ao planejamento doméstico, principalmente nas compras a longo prazo”, frisou Nagata.

O estudo comprova que justamente nos segmentos de eletromóveis e de construção civil a participação de consumidores de alto risco que procuraram por crédito vem aumentando. Em eletromóveis passou de 32,4% (2011) para 38% (2014), enquanto na construção subiu de 25,2% (2011) para 28,9% (2014).

Ao contrário deste público, os consumidores que ganham entre um e dez salários mínimos apresentam queda na demanda por crédito. O economista Cláudio Rocha explicou que a classe de renda baixa passou, há alguns anos, a ter acesso a contas em bancos. Com isso, estas instituições financeiras facilitaram a disponibilidade de crédito, com serviços até de forma automática, agregado à conta-corrente como o Crédito Direto ao Consumidor (CDC).

“Então, eles tomam empréstimo para gastar com bem de consumo como um celular ou tablet da moda, e isso não é bom para consumidor de nenhuma classe financeira. Por enquanto, este comportamento está sendo bom para a economia até a bomba não estourar, porque o comércio está vendendo, a indústria está produzindo mais e contratando empregado. Mas à medida que este consumidor não pode pagar esta conta, surge o efeito contrário desta cadeia e emperra a economia”, advertiu Cláudio Rocha.


MAIOR RISCO REAL

O gerente de inteligência de dados da Serasa Experian destacou que a mudança de perfil dos demandadores de crédito representa um risco real para quem empresta. Porém, os credores também podem enxergar nesse novo cenário oportunidades para desafiar o processo e fechar bons negócios.


“Empresas como a Serasa Experian disponibilizam uma série de estudos, sistemas e plataformas para que o crédito seja concedido de forma mais criteriosa, afastando riscos, mas mantendo os bons pagadores. Os consumidores com até um salário mínimo de rendimentos são clientes em potencial e não devem ser excluídos por conta de seu holerite. As estatísticas provam que são eles que estão aquecendo o mercado de crédito. A nova realidade requer novas ferramentas, novas políticas e modelos de gestão para manter o ciclo de negócios ativo”, afirmou.

Fonte: www.uol.com.br


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