Publicado por Redação em Notícias Gerais - 18/12/2013

Congresso aprova Orçamento de 2014 com salário mínimo de R$ 724 e corte no PAC

Depois de um dia intenso de negociação com o governo federal, o Congresso aprovou, no início da madrugada desta quarta-feira (18), o Orçamento da União para o ano de 2014. A matéria foi aprovada, por unanimidade, em sessão conjunta da Câmara e do Senado após ser discutida ao longo dia na Comissão Mista de Orçamento. A proposta ainda precisa ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff.
Leia mais

O orçamento do ano que vem será de R$ 2,49 trilhões, 9,21% a mais do que o deste ano (R$ 2,28 trilhões). A proposta aprovada no Congresso prevê R$ 130 bilhões a mais de despesas em comparação ao projeto enviado pelo Executivo ao Legislativo (R$ 2,36 trilhões).

O valor mensal do salário mínimo para 2014 foi corrigido pelo Congresso para R$ 724. No projeto enviado ao Legislativo, o governo federal havia previsto que o mínimo seria de R$ 722,90, mas o valor foi corrigido pelo relator da matéria, deputado Miguel Corrêa (PT-MG), em função da revisão do PIB (Produto Interno Bruto) de 2012, que é utilizado no cálculo do mínimo.

PAC e emendas impositivas

Em ano eleitoral, o Congresso reduziu R$ 1,5 bilhão os recursos para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Enquanto a proposta do Executivo previa investimentos da ordem de R$ 63,2 bilhões, o texto aprovado no Legislativo fixou os custos em R$ 61,7 bilhões.

O desejo do governo federal era de que o Orçamento fosse votado ainda neste ano, ao contrário do ocorrido com o Orçamento de 2013, que foi aprovado apenas em março. A bancada do PMDB, no entanto, ameaçava não votar a matéria se o Executivo não garantisse a aprovação das chamadas emendas impositivas, bandeira dos pemedebistas, na Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Este tipo de emenda prevê o pagamento obrigatório, pelo governo federal, de R$ 14 milhões por ano a cada parlamentar para obras indicadas pelos próprios congressistas. Após o Planalto se comprometer em incluir as emendas na LDO, o PMDB decidiu votar o Orçamento.

O texto aprovado no Congresso ainda diminuiu de 4% para 3,8% a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para o ano que vem.


Dívida pública

No total, R$ 654,7 bilhões, o que representa quase um terço do orçamento do ano que vem, serão usados para o refinanciamento da dívida pública --o mesmo valor já estava previsto na proposta enviada pelo Executivo.

Descontado o montante que será empregado com folha de pagamento e seguridade social, restam R$ 105,7 bilhões para investimentos das estatais e R$ 81,7 bilhões para os demais órgãos públicos. O texto aprovado no Congresso elevou em R$ 84,7 milhões os investimentos que estavam previstos na proposta do governo.
"Bônus"

Outra polêmica entre congressistas e o governo federal se deu em torno do fundo partidário, recurso que financia a atividade dos partidos. O Executivo propôs que o fundo fosse de R$ 264 milhões, mas os parlamentares queriam aumentar o montante para R$ 364 milhões.

A questão foi superada após o governo negociar nesta terça-feira (17) o pagamento até o fim do ano de um "bônus" de R$ 2 milhões em verbas para as obras apadrinhadas por deputados e senadores, as chamadas emendas parlamentares, que fazem parte do Orçamento de 2013. Mais de 100 congressistas seriam favorecidos, em uma conta que pode chegar a pelo menos R$ 220 milhões.

Fonte: www.uol.com.br


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Economia global deve crescer 2,2% em 2013, aponta Banco Mundial

No Brasil, PIB deve crescer 2,9% este ano, e 4% em 2014. Nos países de alta renda, a expansão deve ficar em 1,2%.

Notícias Gerais, por Redação

Veja as expectativas e temores dos economistas para 2013

A economia mundial deve andar em ritmo lento, mas com uma possível melhora no segundo semestre; o país deve crescer pouco neste ano, às voltas com uma inflação relativamente alta, mas com muito poucas chances de um novo aumento dos juros básicos (o antídoto do governo contra reajuste dos preços).

Notícias Gerais, por Redação

Ibovespa abre instável com vencimento de opções e dados dos EUA

A volatilidade dá o tom ao início dos negócios na bolsa brasileira no pregão desta segunda-feira (16) por conta de dados mistos sobre a economia norte-americana e do vencimento de opções sobre ações negociadas na BM&FBovespa.

Notícias Gerais, por Redação

Indústria de saúde cresce 17,7% em 2011, segundo ABIMO

Um estudo setorial desenvolvido pela Associação Brasileira da Indústria de Artigos e equipamentos Médicos, Odontológicos e de Laboratórios (ABIMO) apontou que, em 2011,

Deixe seu Comentário:

=