Publicado por Redação em Previdência Corporate - 04/09/2012

Classe C descobre os planos de previdência para menores

Planejar o futuro financeiro dos filhos não é só privilégio das classes

Planejar o futuro financeiro dos filhos não é só privilégio das classes elevadas. Com o controle da inflação, a queda do desemprego e o crescimento da renda, famílias que recebem até R$ 4 mil têm conseguido contratar planos de previdência privada para crianças e adolescentes. No Bradesco, por exemplo, 47% dos planos para menores pertencem a pessoas com renda de até R$ 2,5 mil. Na Brasilprev, um quarto de toda a carteira de previdência é de clientes com renda de até R$ 4 mil e, destes, 54% são planos para jovens. No geral, segundo a Fenaprevi, essas duas empresas representaram 57,5% de toda indústria de previdência privada no 1º semestre deste ano.

"Observamos um crescimento muito grande de planos de previdências para os filhos e tentamos explorar essa fatia. Hoje, 90% dos clientes já eram correntistas", afirma Américo Gomes, diretor executivo do Bradesco Vida e Previdência. O banco prepara para outubro uma série de ajustes nas taxas e no mix entre renda fixa e variável nos planos.

No 1º semestre, as contratações para menores cresceram 19,2% e, em todo o ano passado, essa evolução foi de 24%, segundo a Fenaprevi. "Esperamos um segundo semestre ainda melhor para essa modalidade", afirma Osvaldo Nascimento, vice-presidente da entidade.

O professor da Fipecafi Silvio Paixão alerta que os planos de previdência para menores exigem cuidado na hora da escolha do gestor e da carteira. "O juro baixo só acentuou a necessidade da preocupação com as taxas", afirma.

Ele se refere às taxas de administração e carregamento que, em níveis elevados, podem depenar o rendimento da previdência, principalmente no longo prazo. A primeira é o custo cobrado pelo gestor, enquanto a segunda incide sobre os aportes mensais. Paixão indica que a taxa de administração não ultrapasse 1% e que a de carregamento seja próxima de zero.

Também é importante saber optar o que oferece melhor tributação de Imposto de Renda entre os tipos de planos, PGBL ou VGBL (entenda como funciona abaixo).

Gestão ativa

Paixão ainda recomenda uma gestão "mais ativa" nesses planos. O ideal, observa, é não apostar só em renda fixa, mas balancear os aportes entre renda fixa e ações dentro dos planos. A orientação do professor é que, a cada seis meses pelo menos, o consumidor observe como está a rentabilidade.

"Sempre tem questionamento (sobre o juro menor). O nosso cliente de previdência se preocupa com o futuro do filho, mas não está tão preocupado com a rentabilidade", afirma Fernanda Guiné, gerente comercial da área de Vida e Previdência da Porto Seguro, empresa de intermediação de seguros.

Algumas vezes, a preocupação com o futuro se estende para outras gerações. O advogado aposentado Edvaldo Panta, de Recife, fez o plano de previdência para seus três netos, duas meninas com cinco anos e um menino de 11, quando cada um deles tinha apenas dois anos de idade. Na época, os juros eram mais altos no Brasil, o que garantia uma rentabilidade maior.

O avô quer garantir uma reserva de dinheiro que, no futuro, possa ser utilizada para pagar uma faculdade. Mas ele já desconfia se seus netos conseguirão o dinheiro necessário para isso. "Na época que eu fiz valia a pena, se fosse iniciar hoje, não acho que seria vantagem", afirma. Todo os meses, Panta debita de sua conta corrente a quantia de R$ 100 referente às netas e cerca de R$ 200 ao neto.

O investimento não foi algo novo para o aposentado, pois ele já tinha feito um plano de previdência privada para os três filhos. Destes, apenas um filho resgatou o dinheiro após a maioridade.

"Deu entrada em um carro", conta. As duas filhas continuaram com o plano de previdência, saíram apenas da categoria "menores". Para quem já investiu até em CDB, Panta descarta também aplicar dinheiro na poupança e pensa em uma outra forma de rentabilidade. "Atualmente o melhor investimento ainda é imóvel", acredita.

Fonte: Msn


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