Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 20/05/2011

Cerca de 80% dos asmáticos são alérgicos, destaca pneumologista

Depois do Bem Estar desta quinta-feira (19), o pneumologista Rafael Stelmach respondeu a perguntas da internet sobre bronquite e asma. Segundo o médico, que atua no Instituto do Coração (Incor) e preside a ONG Iniciativa Global contra a Asma, é difícil diagnosticar a doença em crianças abaixo de 2 anos, por isso é importante ver se há outros casos na família.

Algumas pessoas que têm rinite desenvolvem asma mais tarde. Cerca de 80% dos asmáticos são alérgicos e 20% só começam a ter o problema na idade adulta. A inflamação também pode ser ocupacional, ou seja, associada a um ambiente de trabalho em que há exposição a pó, fumaça ou produtos químicos. O pneumologista recomenda que o indivíduo mude de função, use máscaras ou abra os ambientes para ventilá-los.

Animais não causam asma, mas apresentam fatores irritantes, como pelos e fezes. Por isso, deve-se evitar bichos de estimação em locais de uso frequente, como quartos e salas. Baratas também podem desencadear crises, da mesma forma que perfumes e produtos de limpeza, como cloro e amoníaco. Deixar de usar perfume é indicado apenas para quem não está com a crise controlada. Os demais podem usar fragrâncias mais suaves ou naturais.

Stelmach disse que tosse crônica pode ser sintoma de asma, e é preciso consultar um especialista para avaliar o caso. Ele explicou, ainda, que não existe comprovação científica de que alergia alimentar, como a leite e derivados, provoque asma.

De acordo com o médico, a aceleração dos batimentos causada pelo remédio contra asma não prejudica o coração. A única cautela deve ser com pacientes cardíacos. Já o uso de umidificadores de ar é recomendado quando a umidade está baixa, menor de 50% ou 60%. O aparelho é melhor que bacias d'água ou toalhas molhadas, mas, em grande quantidade, traz mofo e piora as doenças respiratórias. O ideal é ligá-lo pouco antes de dormir e desligá-lo em seguida.

Pílula contra asma ainda não existe, porque o medicamento via oral teria que descer para o estômago, depois passar para o fígado, para o sangue e, por último, para o pulmão. Portanto, a dose precisaria ser muito grande. Atualmente, os remédios inalados chegam diretamente aos pulmões, com efeito potencializado.

Exercício físico pode ser prejudicial se a pessoa não estiver bem tratada e com a crise controlada, segundo Stelmach. Ele afirmou, ainda, que o cérebro entende a respiração nervosa como falta de ar ou como ansiedade. Como esses sinais se confundem, os asmáticos podem ter uma crise leve, mas ficar muito nervosos – principalmente as mulheres. E a ansiedade não é uma causa do problema, mas pode estar associada a ele.

O pneumologista esclareceu também que bronquiolite é uma inflamação que ocorre principalmente em crianças pequenas, ainda em fase de amamentação. Os meninos são mais atingidos e a origem costuma ser viral. Há uma relação entre bronquiolite e asma, segundo estudos.

Quem está ao lado de um indivíduo com crise de asma ou bronquite deve orientá-lo a respirar mais tranquilamente para diminuir a ansiedade. Deve-se também chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), no número 192.

Por fim, o especialista destacou a importância de o paciente assumir que tem a doença e que precisa de tratamento e, eventualmente, de medicação.


Fonte: g1.globo.com/bemestar | 20.05.11
 


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Campanha já vacinou 47% do público-alvo

O balanço parcial do Ministério da Saúde indica que 6.051.890 crianças em todo país foram vacinadas contra a poliomielite no primeiro fim de semana da campanha.

Saúde Empresarial, por Redação

Investimento privado em ações de combate ao câncer terá dedução fiscal

Empresas e pessoas físicas poderão abater de seu Imposto de Renda aportes feitos nas duas áreas, com foco na expansão destes serviços na rede pública

Saúde Empresarial, por Redação

ANS autoriza reajuste para planos individuais antigos

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) comunicou, nesta quinta-feira (16), os índices máximos a serem aplicados aos contratos de planos de saúde individuais antigos

Saúde Empresarial, por Redação

Planos de saúde terão que ter índice de reajustes em contratos

A Agência Nacional de Saúde publicou nesta sexta-feira no "Diário Oficial da União" a regulamentação dos critérios de reajuste dos planos de saúde, tornando obrigatório no contrato informações sobre a periodicidade dos ajustes e o índice que será utilizado.

Deixe seu Comentário:

=