Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 16/06/2011

Centros de Medicare ampliam programa de prevenção

Os Centros de Serviços de Medicare e Medicaid (CMS) estão ampliando a política Medicare gratuita do programa de prevenção da Medicaid. E estão solicitando que as organizações médico-hospitalares tenham em mente que a política pode incluir conseqüências inesperadas. As informações são do site Medical, dos EUA.

Segundo o administrador de CMs Donald M. Berwick, essas medidas irão encorajar os profissionais de saúde a reduzir as infecções hospitalares e eliminar os erros médicos. E ressalta que com a redução desses problemas, irá melhorar o atendimento aos pacientes, juntamente com a redução de custos.

No dia 1º de junho, foi emitida uma regra final que implanta uma política de Medicaid gratuita para 10 tipos de procedimentos hospitalares e outras doenças consideradas possíveis de serem prevenidas.

Segundo a publicação, o modelo do Madicare não afeta o pagamento para tratar diagnósticos primários e não altera o pagamento dos médicos.

A reforma na lei nacional de saúde exige que a secretaria de Saúde implante uma política de Medicaid que limite o pagamento por condições de saúde e doenças preventivas até 01º de julho. No entanto, os CMS relataram que estão trabalhando para que haja um atraso de vigência da regra até 01º de julho de 2012 para permitir que os estados tenham tempo de cumpri-la Membros estão sujeitos a um prazo que vai até 30 de setembro de 2011, para apresentar planos para implantar a regra.

As Associações Médicas Americanas querem que os CMS trabalhem pra ajustar o pagamento baseado no cumprimento das diretrizes de atendimento baseado em evidências, ao invés de adotar uma política para bloquear o pagamento para as condições médicas adquiridas, de acordo com as observações apresentadas em respostas à regra proposta, lançada em 17 de fevereiro.

De acordo com a presidente da AMA, Cecil B. Wilson, MD, a Associação está solicitando aos CMS o atraso da implantação da regra no final do ano.

A Academia Americana de Pediatria está preocupada que a regra Medicaid poderia incentivar os hospitais a desviar pacientes complicados para instituições de caridade.

De acordo com o vice-presidente da Associação Nacional de Hospitais e Sistemas de Saúde Pública, Xiaoyi Huang, o fardo de documentar as condições de um paciente no momento da admissão é uma questão que pode confundir a aplicação do hospital do Estado. Serão necessários funcionários e recursos para estabelecer um registro dessas condições, algumas das quais nem sempre são identificáveis quando o paciente chega.

Para o diretor executivo da National Association de Administração Madicaid, Matt Salo, melhorar o Medicare e o Medicaid é importante. Mas informa que a regra pode necessitar de mais informações e uma mudança por parte dos médicos e hospitais.

CMS esperam que a regra só possibilite economia. Com os estados gastando menos de US$ 3 milhões e o governo federal US$ 4 milhões no ano fiscal de 2012, que começa em 01º de outubro. A regra vai reduzir os gastos federais e estaduais de Medicaid por um combinado de US$ 35 milhões em 2015.

Dezessete estados já limitaram o pagamento de Medicaid para doenças possíveis de serem prevenidas ou lesões: Colorado, Connecticut, Flórida, Idaho, Indiana, Kansas, Kentucky, Massachusetts, Minnesota, Nebraska, New Jersey, New York, Oregon, Utah, Washington, Wisconsin e Wyoming.

Fonte: www.saudeweb.com.br | 16.06.11


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