Publicado por Redação em Notícias Gerais - 24/11/2011

Brasil tentará consenso para salvar Protocolo de Kyoto em Durban

O Brasil quer evitar, durante a conferência anual de clima da ONU, em Durban, que o Protocolo de Kyoto "morra". A afirmação é do embaixador André Corrêa do Lago, diretor do departamento de Meio Ambiente do Itamaraty.

A preocupação do Brasil tem como base as ameaças de que Rússia, Japão e Canadá abandonem o conjunto de compromissos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa que diferencia países desenvolvidos dos emergentes, a exemplo dos Estados Unidos, que não ratificaram o tratado por temerem prejuízos econômicos e por discordarem da isenção às economias emergentes.

O Protocolo de Kyoto, aprovado em 1997, obriga quase 40 países desenvolvidos a reduzirem suas emissões de gases do efeito estufa.

O protocolo expira em outubro de 2012, antes da conferência anual sobre o clima do ano que vem, marcada para novembro.

"Se deixar morrer Kyoto, há praticamente um consenso de que você nunca mais vai chegar a um acordo total", disse o embaixador a jornalistas.

Dentre os pontos que o Brasil irá defender na conferência, que ocorrerá em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 9 de dezembro, estão a aprovação do segundo turno de compromissos do Protocolo de Kyoto, e a discussão de um "molde" para o Fundo Verde, idealizado em 2010 para financiar os esforços ambientais de países em desenvolvimento.

Um dos obstáculos citados por Lago que influencia diretamente na concretização do Fundo é a atual crise econômica internacional.

Segundo o embaixador, a crise "inegavelmente tem um impacto preocupante", uma vez que as negociações climáticas envolvem os aspectos econômicos dos países.

Uma série de embates envolve a discussão sobre a continuidade do Protocolo de Kyoto. Países em desenvolvimento defendem que os ricos assumam a liderança no corte de emissões, enquanto países como o Japão ameaçam deixar o protocolo se grandes emissores como China e EUA não tiverem metas obrigatórias.

De acordo com Lago, a União Europeia pode ser um aliada do Brasil, pois "tem interesses" no avanço da negociação sobre Kyoto.

Entretanto, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse na quarta-feira que países emergentes, como Brasil, Índia e China, precisam reduzir suas emissões de efeito estufa.

A expectativa para o encontro entre 200 países em Durban é de que apenas medidas modestas sejam tomadas para cortar as emissões de gases do efeito estufa, apesar dos alertas dos cientistas e de que as condições climáticas extremas provavelmente irão se intensificar em decorrência do progressivo aumento na temperatura do planeta.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br|24.11.11


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Dívida Pública Federal fica estável, a R$ 1,94 trilhão, em abril

Uma forte concentração de vencimentos de títulos prefixados neutralizou os efeitos dos juros e fez a Dívida Pública Federal (DPF) ficar praticamente estável em abril.

Notícias Gerais, por Redação

Superávit em julho acumula em US$ 712 milhões

A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 89 milhões, com média diária de US$ 17,8 milhões, nos cinco dias úteis (9 a 15) da segunda semana de julho de 2012.

Deixe seu Comentário:

=